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Museu histórico Nacional: um patrimônio que deveria ter sido preservado
O incêndio que levou grande parte do acervo do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, nos deixa tristes, mas sobretudo revoltados. A cultura de um país é seu maior patrimônio e tem que ser preservada sempre.

O referido museu já havia sido fechado e não conseguia receber os repasses para sua sobrevivência. Assistimos com perplexidade a falta de cuidado que as autoridades tem com nossa história. Há uma ineficácia dos órgãos existentes que cuidam dos museus. Além de muito discurso e pouca ação. Diversos lamentos mas grandes omissões. E não é de hoje que se pleiteá maior atenção com nosso passado e com sua proteção.

Atualmente, com exceção de algumas instituições culturais privadas, o setor pede socorro. Ele sobrevive por força de gestores abnegados, que buscam formas de sobrevivência. Porém, vivem em estado de coma. Enquanto somas nunca vistas foram roubadas por gestores públicos, o Museu Nacional não conseguia receber 400 mil reais por ano.

Será que os burocratas que vivem fechados em seus gabinetes não se dão conta que o Rio perdeu mais que a humanidade?

Não há como reaver o acervo queimado, que representou não só pesquisa mas muita dedicação de seus servidores. Não sei se tais considerações são adequadas quando se vê uma preocupação maior com aumento de salários, já super dimensionados. Sem falar, do total desprezo pela herança que nos restou do período português.

O incêndio pode ser uma fatalidade mas representa despreparo dos mecanismos de segurança. Serviços que deveriam estar presentes no prédio principal, que concentra 70% do acervo.

O que devemos fazer?
Ainda bem que os bombeiros do Rio, nossos heróis anônimos, estavam presentes e conseguiram de alguma forma reduzir os estragos.Vamos aproveitar o momento para fazer uma vistoria de toda a estrutura de segurança e elétrica em nossos museus. Devemos criar mecanismos de supervisão efetiva do patrimônio.

Não podemos ficar presos a leis obsoletas. Processos que o setor cultural tem muita dificuldade de mastigar e engolir. No fundo, ele acaba sendo engolido por um conjunto de diretrizes feudais e sem voz ativa. Nós gritamos e gritamos, porém não somos ouvidos.

Abram suas janelas e deixem as vozes da preservação da cultura e do respeito invadirem gabinetes e lares fechados. Assim, poderão ouvir a diversidade e a história.

Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário,escritor e vice-presidente executivo da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ (www.bayardboiteux.com.br)



Fonte: diariodoturismo.com.br


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