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O turismo de batom
Se há uma indústria que quebra barreiras e preconceitos é o turismo. Desde os tempos mais longínquos, pessoas de culturas diferentes trocavam experiências através das viagens. Muito pouca gente sabe, mas a famosa macarronada dos italianos foi trazida da China para Europa por Marco Polo. E o tempurá japonês vem da palavra portuguesa tempera, graças aos contatos estabelecidos entre os povos há mais de quatro séculos.

Se intercâmbio e a diversidade promovidos pelo turismo são verificáveis facilmente nas experiências dos viajantes, ele não é tão óbvio no trade. Não se trata de discurso político de esquerdista, algo que não sou. Mas é impressionante observar como ainda o centro de decisões de nossa indústria está muito concentrado nos homens brancos. E eu, como homem e branco, poderia ficar feliz por essa hegemonia, mas fico é escandalizado.

Recentemente a pesquisadora Mariana Aldrigui constatou nos eventos oficiais a desproporção entre homens e mulheres nas solenidades. Nesta semana, ao tomar posse de seu cargo como diretora da Atout France, Caroline Putnoki valorizou o emponderamento feminino, gerando muitos aplausos na casa do Cônsul da França. Junto com sua adjunta, Izabele Pesinato, é a primeira dupla de mulheres a comandar a promoção no turismo francês desde 1982.
Costa do Sauípe

Números me chegaram às mãos recentemente e mostram que ainda é muito presente a desproporção salarial entre gêneros. E não se pode alegar que é por uma questão de competência e tampouco de preparo. Entrei na Escola de Administração de São Paulo da FGV, em 1994, e as mulheres já eram maioria na sala. Cursei anos mais tarde Direito na FMU e o número de mulheres também era maior. O mesmo aconteceu na Pós-Graduação em Comunicação na Cásper Líbero.

A revista Forbes precisa publicar uma edição especial das “mulheres mais poderosas”, quando essas executivas deveriam estar na lista das “pessoas mais poderosas”.

Já ouvi muita gente alegar que o turismo é uma indústria em que as mulheres são maioria. Talvez seja verdade, mas se a proporção fosse levada em conta, o número delas nos órgãos patronais, nas secretarias de turismo e no comando das empresas seria muito maior.

Mulheres comandam a maior parte das famílias no País e, ainda hoje, não sei se feliz ou infelizmente, são as grandes responsáveis por educar as pessoas que insistem em deixá-las em posição secundária.

O turismo tem de debater o potencial do mercado LGBT, étnico e para deficientes. Mas tem de integrá-los não só como clientes mas como agentes transformadores.

Turismo para mulheres não é só ter flor no quarto, cabide almofadado pra blusas e vestidos de seda. Muito menos menu especial. Vai muito além disso. E a hotelaria já percebeu o poder das mulheres nas viagens de negócios.

Já passou da hora de se refletir, debater e implementar ações que deem as mesmas oportunidades para homens e mulheres em nossa indústria. Se são as mulheres que decidem, na maior parte das vezes, o destino de férias da família, elas também podem ajudar a decidir os caminhos do nosso mercado.


Fonte: brasilturis.com.br


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