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Conheça o Centro de Portugal por meio de sua arte de rua
Entre os 300 quilômetros que separam Lisboa do Porto, as duas maiores cidades de Portugal, há a região central do país, repleta de atividades e pontos de interesse para o turista internacional. Com destinos tradicionais como Fátima, Coimbra e Serra da Estrela, o Centro do Portugal quer entrar de vez na lista de desejos do brasileiro que pretende visitar a terrinha. Nesta seleção, o Portal PANROTAS pretende mostrar que, além de tradição, história, gastronomia e todos aqueles itens que o brasileiro adora, a região também tem vocação para a arte de rua.

Abaixo foram selecionadas seis cidades do Centro de Portugal que exibem obras de artistas portugueses. Com fama nacional e trabalhos por todo o país, é muito provável que você tope com esses muralistas e grafiteiros em cidades que não foram citadas aqui.

Tamara Alves é uma artista plural, com atuação em gravuras, tatuagens e, evidentemente, arte de rua. A portuguesa transformou em imagem o poema Wild Orphan (Órfã Selvagem) de Allen Ginsberg e a instalou em uma das partes mais altas da cidade de Covilhã. “Esta obra é ao mesmo tempo sua morte e seu renascimento”, escreve a artista.

Enquanto vivia em Leiria, Eça de Queiroz escreveu sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro. Locais reais da cidade foram eternizados nas páginas da obra, considerada um dos clássicos da literatura portuguesa. Para celebrar o trabalho do escritor, também autor de Os Maias, a artista Silvia Patrícia criou 13 murais narrando os principais fatos do livro. Na foto, um dos encontros secretos entre Amélia e Amaro.


O estilo peculiar de Vhils tomou paredes ao redor de Portugal (e, mais recentemente, do mundo). Encravando e perfurando construções com ferramentas, ácidos e até micro explosões, Alexandre Farto cria rostos com expressões profundamente realistas. A obra em Aveiro dá boas vindas ao turista que chega à cidade pela Estação Ferroviária.


Os azulejos azuis são uma das marcas registradas da cultura portuguesa. Unindo o novo ao antigo, Add Fuel brinca com o legado artístico secular das formas geométricas que, para alguns, simbolizaram as primeiras intervenções artísticas urbanas da sociedade moderna. Em Figueira da Foz, o artista assina a sugestiva “Herança Viva”.

Um dos motivos para que a arte de rua atraia cada vez mais seguidores é a liberdade proporcionada pela ausência de regras rígidas ao se criar novas obras. Vê-se isso no trabalho de Kruella d’Enfer, que leva às ruas estampas com aspecto computadorizado e temática humana.

O mesmo vale para as criações de AKA Corleone. Muitas cores e formas pouco uniformes preenchem esta parede da cidade de Viseu. A obra nasceu graças ao festival “Tons da Primavera”, projeto da própria cidade para promover a arte de rua que chegou em 2017 a sua terceira edição.


Fonte: Panrotas


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